⚖️ Do Alto dos Séculos, a Justiça de Paz Celebra 200 Anos — Um Momento Solar para o Brasil
Por Adison do Amaral
Juiz de Paz, Vice-Presidente do IJUPAZ, Educador e Patriota
Na tarde luminosa do dia 21 de fevereiro de 2024, o tempo se curvou diante da história. No coração de Brasília, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) abriu as portas do seu plenário para celebrar o Bicentenário da Justiça de Paz no Brasil — um marco que não apenas recorda, mas honra, revigora e exalta uma missão que há dois séculos pacifica, acolhe e edifica a sociedade brasileira.
Estar ali, presente como Juiz de Paz Titular do Guará, ao lado de irmãos e irmãs de ofício, foi para mim, Adison do Amaral, mais do que uma cerimônia: foi um momento solar — expressão que usei ao final do evento, com os olhos marejados e o coração em júbilo. Foi como se a vida me concedesse o privilégio de ver, ainda em plena lucidez, a dignidade do nosso cargo ser celebrada com a reverência que merece.
👏 Uma cerimônia histórica, um gesto de honra
Sob a presidência do Desembargador Ângelo Passareli, representando o Presidente do TJDFT, Desembargador Cruz Macedo, e com a fala profunda do Corregedor da Justiça do DF, Desembargador J. J. Costa Carvalho, fomos lembrados de nossa essência: zeladores do amor, promotores da união, guardiães da família.
Palavras que tocaram não apenas os ouvidos, mas a alma daqueles que há décadas exercem a arte de conciliar, de solenizar e de unir destinos humanos em nome do afeto e da lei. O Corregedor nos lembrou que celebrar casamentos é muito mais que firmar um documento: é selar sonhos, reconhecer histórias e respeitar a sagrada instituição da família.
🎖️ Bottons e reconhecimento — o símbolo da gratidão institucional
Durante a solenidade, bottons comemorativos foram entregues aos Juízes de Paz em exercício — entre eles, tive a honra de ser agraciado, ao lado de nomes respeitáveis como Carla Cristina Garcia Andrade, Cláudia Cruz Cerquinho de Oliveira, Edmar Firmino Lima, Ivan Muniz de Mesquita, entre outros que também ofertaram sua história à paz civil.
A entrega dos bottons simbolizou mais do que um ato cerimonial: foi o selo visível da confiança que o Estado e o povo depositam em nós — aqueles que, mesmo sem toga, atuam com a mesma solenidade de um magistrado, ao celebrar o mais humano dos contratos: o casamento.
Um vídeo com depoimentos de Juízes de Paz, apresentado durante a cerimônia, emocionou a todos. Entre os depoimentos, tive o privilégio de expressar aquilo que representa este momento: uma celebração da justiça silenciosa, da paz construída na escuta e da honra daqueles que caminham longe das manchetes, mas perto da verdade.
🏛️ A presença das autoridades — prestígio e respeito
Além das autoridades mencionadas, participaram do dispositivo de honra o ex-Ministro do TSE Carlos Mário Velloso Filho, o Juiz Auxiliar da Corregedoria Eduardo Rosas e a Juíza Auxiliar da 1ª Vice-Presidência do TJDFT, Marília Guedes — todos representando com firmeza e respeito a ligação entre o Poder Judiciário e a sociedade civil.
A presença do Presidente da ANOREG/DF, Allan Guerra, que ressaltou que mais de um milhão de casamentos no Brasil são celebrados anualmente por Juízes de Paz, trouxe ainda mais relevo à magnitude de nossa função.
🌟 Uma vida pela Justiça, pela Juventude e pela Pátria
Com mais de 60 anos de vida dedicados à Maçonaria, e mais de 40 anos dedicados à Ação Paramaçônica Juvenil (APJ/GOB) — projeto que idealizei com o propósito de formar uma reserva moral para o Brasil — recebo este momento como um tributo não ao meu nome, mas à causa que abraço desde os tempos da mocidade: educar para a paz, instruir para o bem, guiar com a verdade.
Hoje, a APJ é uma realidade nacional, referência de formação cidadã, reconhecida por centenas de núcleos em todo o país. Mas mais que isso, ela agora carrega um marco histórico que muito me honra:
🏅 Medalha e Diploma de Honra ao Mérito Adison do Amaral – A consagração da missão
Por decisão do Grão-Mestrado do Grande Oriente do Brasil (GOB), e por meio do Decreto assinado em 12 de agosto de 2024, foi oficialmente instituída a Medalha e o Diploma de Honra ao Mérito Adison do Amaral, conferidos àqueles que se destacam no incentivo à APJ e à juventude.
Essa honraria nasceu não de um pedido, mas de um reconhecimento. Reconhecimento pelo projeto que transformou vidas, uniu famílias, resgatou jovens, inspirou líderes e manteve acesa a chama do civismo nas novas gerações.
Ao ver meu nome eternizado nessa medalha, não me vejo envaidecido, mas profundamente emocionado — pois essa homenagem é um símbolo coletivo, que honra não apenas o fundador, mas todos os obreiros da juventude, visíveis e anônimos, que constroem um Brasil maior e melhor.
📹 Um vídeo para registrar a história
Convido a todos a assistirem ao vídeo produzido pelo TJDFT, com depoimentos dos Juízes de Paz homenageados, onde falo em nome de todos os colegas sobre a grandeza deste ofício que carrego com orgulho. O vídeo será inserido no portal:
🙏 Gratidão e legado
Não há título mais digno que o reconhecimento dos pares. Não há celebração mais nobre que o respeito de uma Nação àqueles que se dedicam a semear a paz onde há dúvida, a firmeza onde há incerteza e o amor onde há união.
Que os próximos 200 anos da Justiça de Paz sejam construídos com a mesma honradez que os primeiros. E que os novos Juízes de Paz, que também foram homenageados neste evento com bottons e certificados, levem adiante esta tocha invisível da responsabilidade moral que carregamos no peito.
Eu sigo em paz, com a consciência em festa, e a missão em marcha.
Adison do Amaral
Guará/DF – 2024
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