Apresentação da Parte II
"Quando a Verdade Não Pode Mais Esperar"
Se a primeira parte desta obra foi escrita com o tom sereno da esperança e da edificação moral, a segunda nasce da urgência da consciência e do peso do silêncio prolongado. Aqui, Adison do Amaral não escreve como poeta, nem como mestre — escreve como homem. Um homem íntegro, lúcido, com a alma depurada pelo tempo e pela coerência de uma vida entregue ao bem.
Com 92 anos de idade, tendo visto o mundo mudar sob seus olhos, e tendo resistido, muitas vezes sozinho, em defesa da verdade, Adison nos oferece agora aquilo que só os corajosos entregam: suas dores, seus questionamentos, suas denúncias e suas verdades.

Não há, nesta parte, ornamentos literários nem afagos institucionais. Há sinceridade. Há desabafo. Há a firmeza de quem sabe que, ao calar-se, seria cúmplice. E ele nunca foi cúmplice do erro, da omissão ou da injustiça.
São páginas escritas com a mão trêmula pela idade, mas com a firmeza de quem não teme os olhos de ninguém. Escritas com a consciência de quem não tem mais nada a provar — mas ainda tem muito a dizer. E disse.
A Parte II deste livro é, portanto, um testemunho corajoso. Não agradará a todos, mas tocará profundamente aqueles que conhecem o valor da coerência e da honra. É o momento em que o autor retira o véu do silêncio, ergue a voz, e entrega à história o que só ele poderia contar — com a autoridade de quem viveu, viu e jamais se curvou.
Prepare-se para ler o que talvez ninguém mais ousaria escrever.
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